Amor de Deus

          Por que uma mãe ama seu filho recém-nascido? Porque o bebê é dela? Muito mais do que isto. Porque o bebê é ela. É sua carne. Sua medula e sua espinha. Sua esperança, seu legado. Não importa que a criança nada possa lhe dar. Ela sabe que um recém-nascido é frágil e indefeso. Sabe que os bebês não pedem para vir ao mundo.
          Deus sabe que também não pedimos para nascer.
          Somos ideia sua. Somos dEle. Sua face, seus olhos, sua mãos, seu toque. Nós "somos Ele".

         Olhe profundamente no rosto de cada ser humano sobre a terra e você verá esta semelhança. Embora alguns pareçam ser parentes distantes, não o são. Deus não tem primos; somente filhos.
         Somos, por mais incrível que pareça, o corpo de Cristo. E embora possamos agir diferente de nosso Pai, não existe verdade maior que esta; somos dEle. Inalteravelmente, Ele nos ama. Imortalmente. Nada pode nos separar do amor de Cristo (Rm 8:38-39)
        Se Deus não tivesse dito estas palavras, eu estaria sendo muito tolo ao escrevê-las. Mas como Ele disse, eu seria muito tolo se não as acreditasse. Nada pode nos separar do amor de Cristo. Mas como é difícil, para alguns, aceitar esta verdade.
         Você pensa que cometeu um ato que o coloca fora deste amor. Uma traição. Uma deslealdade. Uma promessa não cumprida. Você acha que Ele o teria amado mais se não tivesse feito isso, não é? Você acha que se fosse uma pessoa melhor, seu amor seria mais profundo, certo?
        Errado. Errado. Errado.
        O amor de Deus não é humano. Seu amor não é "normal". Seu amor vê você pecar e ainda sim Ele o ama. Será que Ele aprova os seus erros? Não. Mas você se arrepende para o seu próprio bem, ou para o bem dEle? Para o seu próprio bem, é claro. O ego de Deus não precisa de desculpas. Seu amor não precisa de justificativas, e não é vaidoso.
       Além do mais, Ele não podia amá-lo mais do que está amando agora.
                           (Extraído da obra Ouvindo Deus na Tormenta, de Max Lucado)

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